Programa “Repensando a Auditoria” capacita técnicos do TCE

Bymariana.oliveira

No período de 12 de novembro a 20 de dezembro de 2018, técnicos do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), responsáveis por auditorias, participam de treinamento. Ao todo, são dez atividades dentro de um programa de capacitação intitulado “Repensando a Auditoria”. O objetivo é sensibilizar os servidores quanto ao impacto das transformações digitais para a fiscalização e conscientizá-los sobre o seu papel social como agentes de mudanças. Além disso, o treinamento também busca aprimorar os textos produzidos e discutir temas relacionados a auditorias.

O primeiro curso ofertado foi sobre lógica e redação argumentativa, realizado nos dias 12 e 13 de novembro, para os turnos da manhã e tarde. Em seguida, o conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) Inácio Magalhães Filho falou sobre Auditoria de Conformidade nos Atos de Pessoal, no dia 23 de novembro. Hoje (28/11/2018), os auditores foram convidados a conhecer um pouco mais sobre a base de dados e as ferramentas de fiscalização disponíveis no Suricato. As servidoras Jacqueline Soares Gervásio, Ana Elisa de Oliveira e Ana Paula Gonçalves falaram sobre o Centro de Fiscalização Integrada e Inteligência Suricato e suas atividades.

Suricato: bases de dados e ferramentas para a fiscalização

Criada pela Resolução nº 10/2011, a Central Suricato tem como objetivo oferecer subsídios para a área técnica do Tribunal. “Precisamos ser demandados por ela , disse a servidora Jacqueline Gervásio, acrescentando que o grande dilema é saber o que e onde fiscalizar. Para isso, o Suricato utiliza os sistemas informatizados do TCEMG, os bancos de dados de entidades parceiras, o “mundo web”, a mídia, redes sociais, dentre outros canais. O Suricato também participa da Rede Nacional de Informações Estratégicas para o Controle Externo – Infocontas e, com isso, tem acesso à base de dados da União.

Jacqueline Gervásio salientou que as malhas eletrônicas de fiscalização podem ser consideradas o “carro-chefe” da Central Suricato. “Somos tecnologia na veia”, brincou. Ela ponderou que nem sempre um dado pode ser trabalhado de imediato e que é necessário um aprofundamento. “O trabalho de auditoria é muito de pesquisa”, explicou. Ela também disse aos auditores que 90% da fonte de dados utilizada é aberta e que apenas 10% deles são sigilosos a pedido do proprietário da fonte.

O Suricato é composto por uma diretora (Milena de Brito), quatro coordenadores “temáticos” (Ana Paula Gonçalves, Jacqueline Gervásio, John Percy e Roberto Miranda) e conta também com cinco analistas e dois oficiais de controle externo. “É um corpo funcional com vasta experiência nos assuntos técnicos do Tribunal, apto para fiscalizar 11.724 jurisdicionados”, completou.


Karina Camargos Coutinho | Coordenadoria de Jornalismo e Redação

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