Servidores em teletrabalho compartilham experiências

Bymariana.oliveira

Com muitas novidades e demonstrando grande satisfação, os servidores do TCEMG que optaram pelo teletrabalho, modalidade adotada na Casa há dois anos, estiveram reunidos na última sexta-feira (28/06), no mini-auditório da Escola de Contas Professor Pedro Aleixo para dizer como está sendo essa experiência.

A diretora de Gestão de Pessoas (DGP), Leila Renault, responsável pela realização do encontro, deu as boas-vindas aos presentes, tendo atribuído a paternidade desse projeto ao conselheiro Cláudio Terrão, em cuja gestão foi dado início à experiência-piloto, à época intitulada home office, e ao chefe de gabinete da Presidência, Carlos Alberto Pavan, que desde o início integra o Comitê de Gestão, grupo com atribuições de avaliação do perfil e aprovação do nome do servidor a ser contemplado por essa categoria de trabalho. A servidora da DGP, Mirtes Conrado, coordenou a dinâmica.

Os 28 servidores presentes foram unânimes em enfatizar a melhoria na qualidade de vida, sobretudo por terem se livrado do estresse causado pelo trânsito. Eles relataram, ainda, maior nível de conforto e de concentração para o desempenho do trabalho; maior proximidade com a família e o acompanhamento das rotinas dos filhos. “Este é melhor momento de minha vida profissional. Concilio todas as tarefas. Sou uma mãe presente, participativa e minha filha tem apresentado melhor desempenho escolar”, afirma Jacqueline Somavilla, da 3ª Coordenadoria de Fiscalização do Estado (3ª CFE) e moradora de Belo Horizonte.

Gleice Santiago, lotada na Coordenadoria de Fiscalização de Atos de Admissão (CFAA) e residente em Nova Lima, contou que não tem mais dores de cabeça nem bruxismo. “Só resolvi ter o meu segundo filho graças aos benefícios proporcionados por essa iniciativa do TCEMG”, enfatiza.

Para Mariza Nunes, lotada no Centro de Fiscalização Integrada e Inteligência (Suricato) e moradora da zona rural de Jaboticatubas, a nova condição de trabalho permite a realização das atividades conforme o planejado. Ela também comemorou a possibilidade de cuidar melhor de sua casa e de seus animais domésticos.

Weslley Sousa vem adequando o trabalho do TCEMG a outras atividades que incluem levar o filho à escola, à natação, conviver com a família e até mesmo criar galinhas.

Liliane Brescia, taquígrafa e redatora, construiu uma casa na zona rural de Pedro Leopoldo. Perdia muito tempo no trânsito para vir e voltar. Hoje ela se dedica mais à sua criação de coelhos, além das atividades do TCEMG. E afirmou estar desestressada e feliz.

Antônio Eduardo Ávila, da Coordenadoria de Pagamento e Pessoal e morador de Belo Horizonte, além de estar muito mais presente na vida da família e acompanhar o filho em seus compromissos e atividades, realizou o sonho acalentado por tanto tempo, estudar violino.

Para Sílvia Ribeiro, da cidade de Juiz de Fora, lotada atualmente na Coordenadoria de Jurisprudência e Súmula, o fato de não estar mais na estrada, enfrentando cerca de 300 km para chegar a Belo Horizonte, agregou segurança à sua vida.

Antônio Rodrigues, lotado na Coordenadoria de Análise de Contas do Governo Municipais, já estava de saída quando foi surpreendido por essa modalidade, o que o fez desistir da aposentadoria. Comparou o trabalho do técnico ao de um compositor, que às vezes altera a natureza do trabalho e volta a compor. Alega que em casa o analista não tem assessoria, por isso é preciso pesquisar, avaliar… “é uma verdadeira construção, os relatórios são melhores pois se submetem a uma dissertativa mais bem elaborada”, disse ele.

Servidores em home office Jacqueline Somavilla, Antônio Rodrigues e Carlos Prado
Servidores em home office Jacqueline Somavilla, Antônio Rodrigues e Carlos Prado

Denise de Paula/ Coordenadoria de Jornalismo e Redação

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