O sucesso de uma auditoria depende de um bom planejamento, afirma coordenador

Bymariana.oliveira

O coordenador de Auditoria Operacional do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), Ryan Pereira, ministrou nos dias 4 e 5 de dezembro curso sobre planejamento de auditoria. O workshop faz parte do programa “Repensando a Auditoria”, que está sendo desenvolvido pela Escola de Contas e Capacitação Professor Pedro Aleixo, no período de 12 de novembro a 20 de dezembro. O oficial de controle externo do TCE ressaltou que o sucesso de uma auditoria depende de um bom planejamento. “É a fase mais importante da auditoria. Sem um planejamento adequado, as outras fases terão prejuízo”, contextualizou.

Ryan falou sobre a sua experiência com auditoria no TCE e destacou o “Manual de Auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais”, que possui orientações sobre os procedimentos. O técnico também exibiu um vídeo do professor Mário Sérgio Cortella, que explica a importância de “planejar, escolher e abdicar”. Os técnicos também fizeram um exercício em grupo elaborando um memorando de planejamento.

O coordenador de auditoria operacional do TCEMG, Ryan Pereira (Foto: Karina Camargos Coutinho)

O palestrante conceituou auditoria como “o exame independente, objetivo e sistemático de dada matéria, baseado em normas técnicas e profissionais”. Ele explicou que o Tribunal elabora anualmente seu plano de fiscalização e que o controle tradicional é feito com auditorias de conformidade ou financeira, classificadas como de “regularidade”.

Ryan explicou que a auditoria de conformidade tem o objetivo de “verificar a relação entre os critérios determinados – como leis, padrões de qualidade, princípios e convenções técnicas – e as situações encontradas”. Já a auditoria financeira ou contábil busca “examinar as demonstrações contábeis e outros relatórios financeiros com vistas à manifestação sobre sua adequação aos princípios contábeis e às Normas Brasileiras de Contabilidade”. Ele lembrou que o “forte” do TCE é fazer auditorias de conformidade. “Há mais de 80 anos o Tribunal realiza este tipo de auditoria”, brincou. O coordenador lembrou que as auditorias financeiras ocorrem mais na iniciativa privada, embora o TCE já tenha realizado muitas.

Outro tipo de auditoria citada por ele é a operacional, que avalia o desempenho e vai sempre em busca de resultados. É o “exame independente e objetivo da economicidade, eficiência, eficácia e efetividade das organizações, programas e atividades governamentais, com a finalidade de promover o aperfeiçoamento da gestão pública e de trazer transparência para sociedade”.

A diretora da Escola de Contas, Sílvia de Araújo, e a oficial de controle externo Simone Cristina de Oliveira deram as boas-vindas aos técnicos auditores.


Redação e fotos: Karina Camargos Coutinho | Coordenadoria de Jornalismo e Redação

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